Desinfetante criado por alunos de Mato Grosso fica entre os 25 melhores projetos inovadores do país

03/12/2018 - 16h05

Sabe aquele ditado popular que diz para pegar o limão e fazer uma limonada? Em uma espécie de incentivo a transformar o momento ruim em algo bom? Pois foi exatamente isso que a estudante Danielli Gomes Alves, de 24 anos, fez. Ela perdeu a cachorrinha para uma cinomose, doença que causa paralisia, cegueira e até a morte dos bichinhos e, a partir disso, desenvolveu, junto com um professor e outro colega de sala, um desinfetante virucida.

O produto, além de limpar casas, canis, clínicas veterinárias, elimina certos tipos de vírus, como explica Danielli.

“Queria algo que a gente conseguisse limpar o ambiente e conseguisse garantir uma segurança para o animal. Contei para ele que poderia criar um desinfetante que conseguisse limpar a casa, que pudesse até substituir os desinfetantes comuns, que as pessoas utilizam, e tivessem a mesma ação bactericida, mas que oferecesse uma proteção a mais, que matasse o vírus de cinomose.”

Foi mais de um ano de pesquisas, misturas, dosagens, leitura, até chegar na composição ideal. O projeto ainda está em fase de testes e, assim que esta etapa por encerrada, o produto será lançado no mercado.

Segundo a idealizadora, a estudante Danielli Gomes Alves, o grupo passou pela fase regional no Mato Grosso e seguiu para a etapa nacional, onde ficou entre os 25 melhores projetos inovadores do país. Danielli incentiva outros jovens a acreditarem nas suas ideias.

“O empreendedorismo está acoplado em várias áreas. Então, você ter essa noção de que sua ideia pode se transformar em um negócio, e num (sic) negócio que te dê uma renda, até mesmo uma estabilidade, é muito bacana. Porque às vezes surgem várias ideias, às vezes uma coisa simples que pode resolver um problema, e a gente pensa ah, alguém já deve ter pensado isso, alguém já deve ter tentado isso, mas pode ser que seja a sua chance de fazer aquilo diferente.”

Criado em 2012, o Inova está alinhado à prática pedagógica do SENAI, que estimula a cultura de inovação a partir do desenvolvimento de projetos como situação de aprendizagem. O prêmio desafia alunos e docentes da instituição a pôr em prática os conhecimentos e desenvolver produtos e processos inovadores alinhados às necessidades e aos interesses da indústria brasileira.

Reportagem, Camila Costa

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