Alexandre Furlan é reeleito para representar América Latina na OIT

01/06/2021 - 14h35
Furlan: Voz em defesa do Brasil e de Mato Grosso
junto à OIT

O empresário Alexandre Furlan, que é delegado da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi reeleito nesta terça-feira Vice-Presidente para a América Latina da Organização Internacional dos Empregadores (OIE). A OIE representa os empregadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o único organismo tripartite das Nações Unidas, formado por representantes de governos, empregadores e trabalhadores.

Furlan representa a CNI junto à OIT desde 2010, em nome dos empregadores brasileiros. Ele destaca que os principais objetivos dessa participação incluem a defesa da legislação e das políticas trabalhistas do Brasil e a modernização da doutrina e das normas internacionais do trabalho, além da liderança na representação empresarial brasileira e latino-americana.

Na semana passada, a atuação dessa representação garantiu a retirada do Brasil da chamada ‘lista curta’ de países suspeitos de violação a tratados internacionais, elaborada anualmente para subsidiar as discussões na Conferência Internacional do Trabalho. A Conferência será realizada de 03 a 19 de junho, pela primeira vez de forma remota.

O Brasil havia sido incluído na lista em 2018, permanecendo por dois anos seguidos. Neste ano, chegou a figurar na chamada ‘lista longa’, formada por 40 países e analisada antes da Conferência. Durante a avaliação da lista longa, a defesa feita pela representação brasileira foi vitoriosa, ao evidenciar que a sobreposição do acordado sobre o legislado nas relações de trabalho brasileiras valoriza as negociações.

Para Furlan, a exclusão do Brasil da lista curta foi uma vitória por respaldar a reforma trabalhista de 2017, uma vez que os questionamentos ainda eram sobre pontos da reforma que já estão sacramentados e incorporados ao sistema jurídico brasileiro. “Conseguimos deixar de lado uma ideologização relacionada ao Brasil na OIT, com uma defesa técnica. Isso é muito importante para que não tenhamos o nosso nome maculado por algo que não fizemos. O Brasil tem sido exemplo para o mundo nas relações de trabalho e é assim que queremos continuar”, comenta.

Catarinense radicado em Mato Grosso desde 1987, o empresário considera a participação na OIT como uma representação também do Estado. “Não deixa de ser uma voz em defesa de Mato Grosso na organização, e sinto muito orgulho disso”, comenta.

A nova presidente da OIE é Michele Parmelee, dos Estados Unidos. O mandato é de três anos. Os demais vice-presidentes nomeados são Hiroyuki Matsui (Japón) para a Ásia-Pacífico, Blaise Matthey (Suíça) para a Europa e Ásia Central, Jacqueline Mugo (Quênia) para África e Peter Robinson (Estados Unidos) para a América do Norte.

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