Formandos realizam 1ª Mostra de Inovação e Desenvolvimento de Novos Produtos Alimentícios

03/09/2020 - 11h28

Barra de cereal com beterraba, pão de pequi e até aplicativo para informar a tabela nutricional dos alimentos foram alguns dos produtos desenvolvidos por estudantes do sexto semestre do curso superior de Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Tecnologia Senai Mato Grosso (Fatec Senai MT). A iniciativa, realizada on-line, integrou a 1ª Mostra de Inovação e Desenvolvimento de Novos Produtos Alimentícios, que visa aplicar conceitos de empreendedorismo e permite ao aluno vivenciar a prática profissional.

A apresentação, conduzida pela professora mestre Elis Caroline, finalizou a carga horária prática do curso. A ação faz parte da disciplina de inovação e desenvolvimento de novos produtos (IDNP), que permite aos estudantes aplicarem todos os conhecimentos adquiridos ao longo do curso no desenvolvimento de um produto alimentício inovador.

“A Fatec Senai não se ateve às limitações impostas pela pandemia e se adaptou rapidamente para manter a qualidade da formação dos nossos estudantes e garantir a permanência de atividades práticas, mesmo a distância e de forma on-line. O nosso corpo docente é comprometido com a excelência e priorizou a manutenção da vivência prática dos alunos porque sabemos que isso concede um diferencial competitivo ao entrarem no mercado de trabalho”, disse o diretor acadêmico da faculdade, Rubens de Oliveira.

Novos produtos

Entre as inovações desenvolvidas há a Geleia Della Vita (hibisco), Beet Fit (Barra de cereal com beterraba), e Rastriinform@ (aplicativo para informações sobre os produtos). No processo, todos os estudantes realizaram pesquisa de mercado para verificar se as pessoas têm interesse em comprar e o quanto estão dispostas a pagar pelo produto.

O Pequipão foi outro produto desenvolvido, ao longo de um mês, por um grupo de estudantes que resolveram dar sabor e cheiro ao pão ao incluir pequi na receita. A pesquisa de mercado sinalizou que mais de 82% das pessoas comprariam o pão, preferencialmente se ele fosse claro e macio, e que o produto seria aceito desde que custasse até R$ 7,00.

“Tivemos uma série de ideias e como o pequi é um produto regional optamos por ele. Assim como tem o pão de batata, fizemos agora o pão de pequi. Agregamos valor ao pão, que já existe no mercado, e o tornamos mais nutritivo e enriquecido. Logo no primeiro protótipo já obtivemos sucesso”, afirma a estudante Rosangela Nascimento.

Ela explica que para agradar mais pessoas, foram realizadas duas opções – uma para os apaixonados pelo sabor, com 30% de polpa do pequi, e outra mais suave com 20%. “Foi uma experiência muito boa, porque foi possível por em prática o que aprendemos, fazer, testar e ver se tem mercado, principalmente para quem já tinha uma ideia de desenvolver algo”.

De acordo com a coordenadora do curso, Marcia Scabora, a disciplina requer tanto o desenvolvimento do trabalho teórico quanto prático do novo produto. “É uma atividade importante para encerramento da disciplina porque precisam recorrer a tudo que foi estudado nas disciplinas teórico-práticas e das disciplinas da área de tecnologias de alimentos e de análises. Então, para a formação é uma atividade de extrema importância porque eles precisam aplicar todos os conceitos aprendidos ao longo do curso”, avalia.

Agora que está finalizando o curso, Rosangela já pensa no futuro: “Eu era salgadeira e fazer esse curso me permitiu ampliar muito os horizontes. É um sonho realizado”, finaliza.

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